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Zôo de Goiânia: o descaso continua

Aproximadamente um ano depois, a situação do Zôo de Goiânia continua. Animais continuam morrendo, o diretor sequer foi afastado, e a sociedade parece nem se importar. Ainda não há previsão de transferência de animais para outra área ou outros zoológicos, e nem de término das obras no local.

O então prefeito Íris Rezende deixou o cargo para concorrer ao governo, e mesmo apesar da mídia ter tentado ressucitar o assunto, continuamos sem respostas.

A Bicho Amigo, que nasceu de uma manifestação em prol do zôo há mais ou menos um ano, está à procura de parceiros e amigos que possam nos ajudar. Um abaixo-assinado, outras manifestações, enfim, qualquer ato que pudermos realizar com ajuda da sociedade, será bem vindo.

Procurando notícias na internet, achei esses dois vídeos abaixo. São produções caseiras, uma delas talvez com uma certa "mágoa" política de fundo. Mas o fato é que os animais estão morrendo, e nós não podemos deixar isso acontecer mais. Acredito que não dá pra mantermos a consciência limpa, sabendo que animais estão lá enjaulados, talvez até sendo maltratados e passando fome. É questão para refletir.




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Zoo inicia adequações em recintos

Aves ganharão novos ninhos e as cercas que separam público de animais serão recuadas para maior proteção

Carla Borges

Antes mesmo da assinatura do termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF), a direção do Zoológico de Goiânia iniciará amanhã a adequação de recintos para reduzir o estresse dos animais. As obras, que têm custo reduzido e serão executadas pelos próprios servidores do parque, começarão pela ala das aves, mais exatamente nos ninhos, que serão trocados. Em vez de ficar totalmente dentro dos recintos, eles terão os fundos voltados para o corredor de segurança, o que facilitará a higienização e o manejo de filhotes sem estressar a mãe.

As aves estão em seu período reprodutivo e os mais novos moradores do parque são dois filhotes de jandaia, que nasceram há 15 dias e ainda não estão completamente emplumados. Outra adequação que a direção do zoo executará é o recuo das grades que separam o público visitante dos animais, principalmente dos grandes mamíferos. A segurança será complementada com a instalação de uma cerca viva.

Em dez recintos será necessário construir espaços específicos para recambiamento, onde os animais ficam fechados enquanto os tratadores entram nas jaulas para limpeza e outros procedimentos. Atualmente vivem em recintos sem recambiamento pequenos felinos, como gatos-do-mato. “Também criaremos novos pontos de fuga, onde os animais possam se esconder se não quiserem ser vistos”, adianta o diretor do Zoológico, Raphael Cupertino. Alguns tipos de plantas e tocos de árvores proporcionam o efeito de ponto de fuga e já existem em algumas jaulas do zoo. “Isso é o que é possível fazer nesse espaço”.

Vasectomia
Todas as sugestões fazem parte dos relatórios enviados pela direção do zoo ao MPF e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fechou o parque no dia 20 de julho, depois de dezenas de mortes de animais. Este ano, foram registradas 73 mortes – as últimas foram de dois filhotes de cascavel e um de jabuti – e nasceram 42 bichos, dos quais 21 mamíferos, 16 répteis e 5 aves.

Uma medida cobrada pelo Ibama que a direção do zoo também colocará em prática é a realização de cirurgias de vasectomia em machos de espécies que estão com superpopulação. É o caso dos mouflons. Atualmente vivem 30 animais em uma área de 390 metros quadrados, suficiente para apenas 10. Eles estão na lista de excedentes, que é mandada para todos os zoológicos do Brasil, mas nenhum manifestou interesse. Outras espécies que devem ser esterilizadas são o aoudad, uma espécie de carneiro europeu, e a cabra-de-malta.

Reabertura
Não há previsão de reabertura do zoológico. A direção do parque e o Ibama aguardam as medidas que serão propostas pelo MPF. O procurador da República Adrian Ziemba informou ontem que não há previsão de assinatura do documento. “Subsidiamos o procurador com informações. Agora, estamos todos aguardando”, disse ontem o superintendente do Ibama em Goiás, Ary Soares dos Santos.

O superintendente não tem previsão de reabertura do parque e acredita que muitas das intervenções propostas deverão ser feitas sem a presença do público, como obras de ampliação ou mudança de jaulas. “Estamos atentos principalmente à segurança, tanto dos bichos quanto dos funcionários e do público visitante”, justifica Santos.

Via O Popular

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Lembrando que o posicionamento da Bicho Amigo é pelo fim do Zoológico de Goiânia, a começar pela troca da administração, para que os animais possam ser transferidos para instituições que tenham infra-estrutura capaz de recebê-los decentemente, ao invés de medidas paliativas, como a esterilização.


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Update sobre o Zoo de Goiânia

Prefeitura estuda 2 áreas para zoo

Terrenos ficam nas saídas para Nerópolis e Trindade. Escolha leva em conta condição de acesso

Carla Borges

Duas áreas, uma pública e uma privada, nas saídas norte e noroeste de Goiânia, estão sendo avaliadas pela Prefeitura para transferência do Zoológico da cidade, que funciona há mais de 50 anos no Setor Oeste, em condições inadequadas aos animais, devido à falta de espaço e a convivência com fatores estressantes, como poluição ambiental e sonora. O POPULAR apurou que as áreas ficam nas saídas de Goiânia para Nerópolis e Trindade. O prefeito Iris Rezende pediu agilidade na escolha e nas adequações do parque atual, até que a transferência seja possível.

O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Clarismino Luiz Pereira Júnior, não confirmou que as atenções estejam concentradas nessas duas áreas, mas esclareceu que três das que estavam sendo cogitadas foram descartadas: uma na Região Noroeste, por causa da proximidade com a região de captação de água do Rio Meia Ponte, que abastece metade da população da capital. Outra foi o Jardim Botânico e a última, no Parque Atheneu, na Região Sul de Goiânia, devido ao adensamento populacional na região.

Um assessor do prefeito Iris Rezende disse que uma das possibilidades mais fortes é da transferência do zoo para a área da Região Norte, que ficará próxima ao lago formado pela represa do Ribeirão João Leite. O projeto de instalação de um complexo turístico na região era um dos motes da campanha de Goiânia para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Goiânia perdeu a disputa pela sede dos jogos, mas o projeto não foi descartado e, além do zoo, inclui também o parque de exposições agropecuárias de Nova Vila. “O ideal seria fazer a entrega do Lago das Rosas (onde fica o zoo) e anunciar a transferência”, propõe o assessor.

O diretor do Zoológico de Goiânia, Raphael Cupertino, lembra que um dos critérios para a escolha será a acessibilidade. “Tem de ser fora da área urbana, mas acessível”, diz.

Via O Popular

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Lembrando que o posicionamento da Bicho Amigo é pelo fim do Zoológico de Goiânia, a começar pela troca da administração, para que os animais possam ser transferidos para instituições que tenham infra-estrutura capaz de recebê-los decentemente.


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